terça-feira, 13 de maio de 2014

Transfinitudes - Helena Barbagelata

O mundo nasce das mãos, ávidas
irremediavelmente lavrando
pomares em terras de aridez; rasgando
os rios em que se aleitou o sonho,
ainda imprudente na espera, ansioso de
infinitude; tão dócil como um riso breve
em desfiladeiros de oiro cantando as
alvoradas; em perfumes de mirto que
despedem docemente a tarde em searas
de amores desfeitas; o mundo na
salvação do poema infrutuoso de dor
e em fuga, no heroísmo furtivo da vida.

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