sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O diamante - Homero Prates

Ó divinos Heróis! que uma eterna auriflama

Atrai para o esplendor da noite merencória!

Este é o Inferno de luz que a vossa febre aclama

Em gritos de loucura e em gritos de vitória.

 

Nele, como num mar de luz fiava e ilusória,

Encheis a Taça de ouro... E o vosso olhar se inflama!

Bebei! que é o vosso sangue e esta é a divina chama

Da ara branca e imortal da Beleza e da Glória.

 

Ó agonia sublime! Ó jardim dos tormentos

Divinos! onde, ó Luz, nos meus olhos deliras,

Como uma águia ferida entre dois firmamentos!

 

Olha-os!  Morrem cantando, ó Beleza, que passas!

E os Heróis, para os céus soerguendo as grandes liras,

Tombam num resplendor de flamas e de taças.

Um comentário:

  1. Homero Mena Barreto Prates da Silva foi um escritor, poeta, jurista e magistrado, gaúcho e brasileiro. Formou-se na Faculdade de Direito de Porto Alegre, em 1912, iniciou na judicatura, em Dom Pedrito, no Rio Grande do Sul. Wikipédia

    É bom sabermos um pouco sobre poetas que já partiram
    fisicamente mas mantém-se vivos através da obra que
    deixaram e que compete a nós, como este blogue está
    fazendo manter vivo.
    Obrigada, por isso.
    Irene Alves

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