domingo, 21 de setembro de 2014

Ausência - Judith Teixeira

Meu amor, como eu sofro este tormento
da tua ausência!... Ando magoada
como a folha arrancada pelo vento
ao carinhoso anseio da ramada...

Procuro desviar o pensamento...
mas ouço ao longe a tua voz molhada
em lágrimas, vibrando o sofrimento
da nossa vida assim, tão separada!

Os meus beijos escutam os teus beijos
exigentes - perdidos de saudade...
crispando amargamente os meus desejos!

E dia a dia essa canção de dor,
ritornelo sombrio de ansiedade,
exalta ainda mais o meu amor!

Um comentário:

  1. Boa poesia. O amor, a ausência, a dor...
    É assim muita vez o que acontece quando se ama...
    Parabéns à poetisa.
    Irene

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