sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Soneto dos dedos que falam - Orlando Tejo

Que importa que foguetes cruzem marte
E bombas de hidrogênio acabem tudo,
Se aos meus dedos, teus dedos de veludo
Ensinam que o amor é também arte?

Não desejo mais nada além de amar-te
E em êxtase viver, absorto e mudo,
Sorvendo da ternura o conteúdo
Que antes te buscava em toda parte!

Esses dedos que afago entre meus dedos,
Que acaricio a desvendar segredos
De amor nestes momentos que nos prendem,

Têm qualquer coisa que escraviza e doma,
Porque teus dedos falam num idioma
Que só mesmo meus dedos compreendem!

Um comentário:

  1. Poeta, advogado e jornalista,natural de Campina Grande.
    Gostei deste seu poema, também tenho num dos meus blogues
    um poema dele.
    Irene Alves

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