quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Holocausto – Dione Barreto

o mundo se acabará amanhã

nem o mais resistente coração

enganará a profecia

 

se houver tempo

ainda lerei gide e drummond

ao som tristíssimo e definitivo

de paco e moela

 

dois mil anos depois

os arqueólogos dirão:

nenhuma civilização honrou esta terra.

de que nos serve um coração

se o mundo é de ossos e raciocínio


Um comentário:

  1. Dione Gomes Barreto nasceu em 1955 em Campina Grande.
    Está radicada no Recife desde 1977,Poeta, gestora cultural e
    psicóloga.
    Gostei de ler este seu poema.
    Um abraço
    Irene Alves

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