segunda-feira, 27 de abril de 2015

O BRANCO HOTEL – Lêdo Ivo

Em cada cidade um cemitério
um túmulo para cada residência
um morto exclusivamente
para o pranto de dois olhos.
Hoje é o dia dos desacordados,
dos sonâmbulos e dos fantásticos.
Tenho um irmão num cemitério,
fora um que tinha o meu nome.
Tenho uma namorada num cemitério.
São os hóspedes de um branco hotel
que perturba as floristas.

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